Sinal dos tempos, o Uber e a nova economia

Vimos nos últimos dias a polêmica acerca do aplicativo Uber, que conecta motoristas profissionais e pessoas que buscam transporte urbano através do aplicativo para smartphone. De um lado os taxistas lutam para suspender o serviço, alegando que a atividade não é regulamentada e os carros não são vistoriados. De outro estão motoristas, profissionais ou não, que utilizam a plataforma para encontrar clientes que necessitam se deslocar pela cidade pagando uma taxa para isso. E no centro da polêmica milhares de pessoas que buscam conveniência e uma alternativa em mobilidade além do táxis tradicionais.

No dia 28/04/2015 após pressão dos taxistas, a justiça de São Paulo determinou a suspensão do serviço Uber em todo o país. Seis dias depois a liminar foi derrubada liberando o funcionamento do aplicativo.

Independente dos argumentos que alimentam a discussão, o fato traz uma questão muito pertinente: o impacto da chegada de novas formas de consumo colaborativo. O caso do Uber ilustra uma situação nova, que surgiu acompanhando mudanças socioculturais que vemos ocorrer todos os dias, ao passo da inovação tecnológica que constantemente traz soluções para a vida cotidiana. Por se tratar de um fato novo, não podemos encará-lo com olhos antiquados.

“Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança.” Stephen Hawking

Se os taxistas temem perder clientes para uma solução inovadora, o que eles precisam fazer é se readequar à nova situação em seu mercado e não tentar barrar na justiça uma plataforma que, na verdade, simplesmente coloca em contato uma pessoa com necessidade de deslocamento com alguém que disponibiliza o serviço. Não julgo a posição dos profissionais do transporte privado que estão apenas exigindo seus direitos de classe, porém se o modelo tradicional demonstra sintomas de obsolescência, é sinal de que está na hora de se reinventar e abrir os olhos para o novo.

Recorrer a meios autoritários para impedir um movimento que já é inevitável, somente vai afastar os conservadores da nova economia que vem surgindo. O Uber se baseia no consumo colaborativo, um movimento que vem ganhando força e pode ser considerado a principal tendência econômica dos novos tempos. A partir de novas tecnologias que promovem novas relações de consumo, quem não se adequar a esta conjuntura ficará aquém do mercado. Vai acontecer com todos, é questão de tempo.

“A mudança é a lei da vida. Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro.” John Kennedy

E como em qualquer processo de mudança, haverão conflitos. Ainda mais em um país como o nosso onde as pessoas são resistentes a mudar, mas o que fica claro é que estas novas formas de consumo estão transformando as relações sociais e exigindo diálogo. Tudo indica que este é um caminho sem volta, que toma cada vez mais força com a nova geração e novas tecnologias que estão emergindo. O desafio é tornar esta perspectiva positiva para todos os lados.

Novas tecnologias… nova economia. Quem não mudar vai ficar parado no tempo.

O mundo está mudando muito rápido. Sinal dos tempos…

UberPor Alonso Alves Pereira Neto

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