Qual a sua versão para a crise

Quantas vezes nesses últimos tempos a palavra “crise” chegou aos seus ouvidos? Já parou para pensar no que ela realmente quer dizer? E se eu te dissesse que o que estamos vivendo é na verdade uma “crise de identidade coletiva”, isso faz sentido pra você? 

montagem

Em Latim: Crisis- ise. Em Grego: Krisis-eós. Significa ato de separar, decisão, julgamento, momento decisivo.

Na sua vida como a crise vem ressoando, em qual aspecto, econômico, social, ambiental, político, ela te atinge?

Analisando as possibilidades, uma a uma, será que o problema é a falta de recursos em nosso sistema financeiro, será mesmo que a questão é o dinheiro?

Ele sumiu das nossas mãos, está em extinção, ou apenas muito mal gerido e distribuído?

Essa resposta é fácil, porque entendemos bem que o desafio do atual modelo econômico esta numa simples equação matemática chamada equivalência. Então será só isso?

E sobre a crise ambiental, temos consumido três planetas terra ao ano para manter nosso estilo de vida contemporâneo, será que temos clareza e estamos mesmo de acordo com isso?

Como é possível gerarmos tanta escassez no planeta, se o legado maior da mãe natureza é a abundância em todos os sentidos?

Como conseguimos usurpar e destruir uma obra prima autossustentável, da qual deveríamos apenas cuidar e celebrar.

E o que falar das questões sociais, dá pra imaginar a quantidade de pessoas cheia de boas intenções, as maravilhas realizadas e conquistadas pelo homem ao longo da história, e isso não estar a serviço do próprio ser humano?

É possível conceber que com todo o avanço científico, tecnológico, a globalização e o advento da internet, ainda estejamos assistindo como meros espectadores as dores do nosso mundo.

Guerras, conflitos, refugiados, famintos, de alimento e de afeto, desesperançados e excluídos, é verdade que não nos sensibilizamos e realmente achamos que isso não é um problema nosso?

Onde poderia estar então essas respostas e a solução de todos os problemas mundiais?

Na política, na religião, no Estado constituído, no terceiro, quarto, quinto setor? Onde?

Tenho um palpite simples, nas pessoas!

Estruturas são sustentadas por pessoas, independente do formato e da função a que se prestam, são PESSOAS que pulsam o coração de qualquer sistema.

E seres humanos refletem a cultura do seu povo, da sua época das suas crenças, nada mais nem nada menos que isso.

Estamos vendo “fora” o que somos “dentro”!!!

Não é mais possível acusar “os outros” pelos nossos problemas pessoais, não dá mais pra negar a realidade dos fatos e insistir em acreditar que a razão dos conflitos pelos quais passamos está em outro lugar que não em nós mesmos.

Como uma sociedade, apenas exteriorizamos o que está dentro das nossas existências individuais.

Chegamos mesmo num momento decisivo da nossa trajetória, na hora do “VAMOS VER” da experiência humana na terra. Essa é a grande crise!

A CRISE DE IDENTIDADE DA NOSSA CIVILIZAÇÃO!

Estaríamos prontos então para nos apropriarmos da nossa existência e protagonizarmos enfim um amadurecimento sustentado no tempo, como um coletivo, como uma sociedade que se auto responsabiliza pelo pela sua evolução e desenvolvimento?

E sendo assim, a crise teria sido uma oportunidade de tomada de consciência, uma grande virada, uma desafiadora e incrível TRANSIÇÃO?

E se, saíssemos dessa postura atual de telespectadores dos próprios medos e nos tornássemos cocriadores da própria realidade?

E se parássemos de brigar com nossos irmãos e percebêssemos que os mais experientes podem ser responsáveis e podem cuidar uns dos outros, como quando numa grande família os mais velhos entendem, que só por que tem mais idade não necessariamente “sabem” ou “podem” mais que os pequenos?

Como na vida, as respostas estão sempre nas próprias perguntas.

Barred Spiral GalaxyThanks to NASA for the hubble telescope photo

Eu acredito nisso, eu acredito que todas as respostas à crise, são oportunidades, que um novo jeito de olhar, uma nova perspectiva pode mudar a nossa postura diante dos desafios.

O que te proponho a fazer agora, é colocar uma lente nos olhos e acessar outro ponto de vista sobre TRANSIÇÃO, e encará-la não mais como um vestibular onde só os melhores passam e sim como um Jogo, isso mesmo, um jogo de realidade super-aumentada!!!

Um surpreendente e divertido jogo 4D onde podemos abrir mão dos nossos antigos personagens e brincar de novas versões de nós mesmos, sendo “criaturas criativas e ativas” na mudança para a nova realidade.

Sendo nós mesmos a transformação que queremos ver no mundo, porque nesse jogo existem umas regras interessantes, a principal é a que você é o criador de tudo, inclusive das suas regras, pois não existe nada (ajuda ou dificuldade) que venha de fora ou de cima, você constrói suas experiências de maneira autoral e aprende com elas, não há erros, nem penalidades, apenas experiências.

E a outra regra é o efeito espelho, que trás pro jogo toda a vivência adquirida por você para uma rede que conecta todos os outros personagens, e cada jogador que vai olhando pra dentro de si e para suas experiências, entendendo como isso reflete no contexto do “todo externo”, vai colaborando na construção de um novo cenário.

E cada transformação individual concluída disponibiliza para o banco de dados do jogo um potencial quântico de transmutação coletiva, e assim a cada nível de consciência galgado a complexidade e a beleza da brincadeira se exponencializa, gerando infinitas possibilidades de possibilidades em uma espiral contínua.

E o que poderia ter sido um dia o “game over” e a materialização da escassez torna-se abundância novamente.

Gosto de pensar na ideia de que abundância gera abundância, e que sendo assim uma nova fase do jogo, ainda mais fascinante pode começar, integrando todos os aspectos vivenciados e todas as conexões estabelecidas, novos jogadores e novas experiências iremos juntos cocriar.

E eu te faço as últimas perguntas, quem aí dentro em você, quer continuar no banco de reservas apontando o dedo para as falhas, lamentando os pontos perdidos, esperando que alguém lá de fora o deixe entrar e jogar?

E quem aí dentro em você é a pessoa mais competitiva, motivada e alegre, que pode e quer fazer tudo diferente, que daria qualquer coisa se tivesse a chance e fazer de novo, de fazer melhor?

Quem é esse você, que quer ser um você mesmo revisado, melhorado e completamente empoderado?

Me conte, eu quero saber tudo, e se quiseres quero te contar de mim também!


 

Lara Anelise Klostermann

Fluxonomista, Designer 4D e MÃE
Inquieta e transgressora no bom sentido
lara@espacomaior.arq.br

 

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13 comentários sobre “Qual a sua versão para a crise

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